Trilogia "No País dos Outros"
Livros, 2021-2025
Leila Slimani, escritora franco-marroquina que vive em Portugal, acaba de lançar “Levarei o Fogo Comigo”, a terceira e última parte da história da família Belhaj. No primeiro volume, de 2021, conhecemos a francesa Mathilde que, no decorrer na II Guerra Mundial, se mudou para Marrocos com um garboso homem que combateu pelos Aliados. No Marrocos rural dos anos 40, Mathilde tenta adaptar-se a uma vida completamente nova, sendo vista como estranha pelos seus novos concidadãos e muitas vezes, até pelo marido. Mathilde vai encontrando o seu espaço, graças aos seus filhos e à sua forma de ajudar todos, tornando-se numa curandeira informada. Ao mesmo tempo, o marido, Amine vai fazendo de tudo para que a sua quinta seja próspera e que o seu nome se torne conhecido e respeitado.
Em 2022, saiu “Vejam Como Dançamos”, com a ação situada no fim dos anos 60, com o casal já mais estabelecido em Marrocos, um país entre a tradição e a modernidade. Aisha, filha de Mathilde e Amine, acaba por chamar a si o centro da ação, enquanto jovem emancipada (ecos do maio de 1968) que procura o seu caminho até se ver como potencial médica.
Agora, avançamos até aos anos 80 e vemos Aisha e o marido, Mehdi, e olhamos sobretudo para as suas filhas, Ines e Mia, que vai para Paris e conta a historia da família, tal como a própria Leila o fez.


R. F. Kuang, escritora sino-americana, responsável pelo fabuloso Babel, de 2022, apresentou depois a trilogia, cujo primeiro volume é este A Guerra das Papoilas. No centro de tudo está Rin, orfã que cresceu na pobreza, criada por um casal que só quis lucrar com ele. Chegada a hora de casar com um homem mais velho que pagaria pela jovem, Rin estuda noite em dia sem parar para passar no Keju, o teste para encontrar os jovens com mais talento de um Império ficticio. Rin passa com distinção e ingressa em Sinegard, a escola militar de elite de Nikan. Por lá, apesar de nada ter a ver com os filhos dos maiores politicos e comandantes militares, acaba por ganhar o seu espaço e descobrir que os deuses considerados mortos estão vivos e que lhe podem dar um poder sem par. E é assim que Rin, se torna numa arma ao serviço do Império.
Guy Deslile, desenhador canadiano, conhecido pelos seus álbuns de banda desenhada autobiográficos, como Shenzhen ou Pyongyang, dedica-se, desta vez, a contar a história do inglês Eadweard Muybridge, fotografo celebre sobretudo nos EUA graças ao uso de várias cameras fotográficas ao mesmo tempo para captar movimento e inventor do zoopraxiscópio, um dispositivo para projetar os retratos em movimento que seria o precursor da película de celuloide, usada ainda hoje.

