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A Estante

A Estante

24 de Novembro, 2025

A Batalha dos Samurais

Série, 2025

Francisco Chaveiro Reis

A Batalha dos Samurais, recente no catálogo Netflix, parece ser uma versão de época (1872) de Squid Game. Numa era de pobreza e cólera num Japão ocidentalizado que vê os samurais como sinal de um país que já não existe, um prémio milionário é dado ao vencedor de um torneio. À hora marcada, centenas de antigos samurais (292, contagem que desce no fim de cada episódio), agora banidos, comparecem apenas para tomar conhecimento de um macabro jogo. Tal como em Squid Game, os organizadores do jogo são misteriosos e as regras claras e cruéis. Os que compareceram e não foram embora enquanto o mestre de cerimónias contava até 28, já não podem desistir.

Ganha a impressionante soma quem for do ponto A (Quioto) ao ponto B (Tóquio), com paragens obrigatórias e a garantia de acabar, com pelo menos 40 pontos. Os pontos são…as vidas dos outros concorrentes, na forma de uma chapa de madeira que cada um usa.

Acompanhamos então a jornada de Shujiro Saga. A cólera chegou a sua casa e já lhe levou a filha. Resta um filho e a mulher e na esperança de que o prémio possa ajudar a família e a sua aldeia, parte rumo ao desafio, levando a sua espada, que já tantos matara e que havia jurado não voltar a usar.

Para os organizadores esta parece ser uma forma de entretenimento que garante o extermínio da maior parte dos samurais. Para o vencedor, pode garantir uma vida confortável, ainda que com mais algumas dezenas de mortes na consciência.