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A Estante

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08 de Dezembro, 2025

O Natal de Poirot

Livro, 1938

Francisco Chaveiro Reis

 

Estreei-me nos famosos livros de Agatha Christie com este O Natal de Poirot, publicado no fim dos anos 30. Aqui, Simeon Lee convida os seus filhos para passar o Natal na sua propriedade. Longe de ser um pai carinhoso, o convite surpreende, mas não pode ser recusado, afinal é do dinheiro de Simeon que todos vivem e a perspetiva da morte do ancião traz a todos o sabor de uma bela herança.

Alfred, o filho mais velho, dedicado e submisso e a mulher Lydia, de quem o velho gosta por ser inteligente e indomável, mesmo que mantenha sempre a compostura, já estão no local do evento. Juntam-se-lhe George, político, arrogante e avarento, com a mulher bem mais nova, Magdalene; David, filho sensível e apegado à memória da mãe, maltratada pelo pai cruel e mulherengo, e a mulher Hilda, sensata e protetora. A estes, juntam-se três surpresas: Pilar, a neta meio espanhola de Simeon, que a família ainda não conhecia; Stephen Farr, filho de um antigo sócio do velho Lee, acabado de chegar da África do Sul e ainda Harry, filho aventureiro e a ovelha negra da família, que ninguém esperava ver.

Num livro que mete Poirot, estão encontrados os ingredientes. Um velho rico e uma série de personagens fechados num espaço. Só falta acontecer um crime e a subsequente investigação do burguês, excêntrico e sofisticado belga, rumo à verdade, pouco óbvia, mas sempre ao alcance de Poirot. Constato, como o resto do mundo, há dezenas de anos, que Agata Christie é uma mestre dos policiais.