Prestes a Explodir
Filme, 2025

Kathryn Bigelow, já vencedora de um Óscar um filme de guerra, regressa à temática, mesmo que desta vez a guerra seja, ainda invisível.
Pouco antes do impacto de uma arma nuclear nos EUA, vemos o ponto de vista de três personagens sobre os acontecimentos. Ninguém sabe quem lançou o míssel e os especialistas tentam recomendar o melhor curso de ação, enquanto se mostra a humanidade de todos os americanos envolvidos no processo, através de pontos de contactos com as suas famílias.
Primeiro conhecemos Olivia Walker (Rebecca Ferguson), a capitã da Sala de Situação, que lidera a resposta norte-americana. Olivia é uma profissional dedicada, mas é também mãe de um menino adoentado, casada com um homem gentil e chefe de dezenas de pessoas, incluindo do seu braço direito, a lutar contra o seu nervosismo para pedir a namorada em casamento. A dimensão humana vive lado a lado com a crise em questão.
Conhecemos de seguida, Jake Baerigton (Gabriel Basso), número do Conselho de Segurança Nacional, que se atrasa para a reunião em que a crise está a ser discutida e tem a mulher prestes a dar à luz. Jake torna-se no principal conselheiro do Presidente.
Presidente esse, que é o terceiro ponto de vista que temos. Idris Elba é o POTUS e cabe-lhe a mais difícil das decisões, a de começar ou pelo menos continuar uma guerra nuclear. Também ele, como outros personagens de segunda linha, fala com um ente querido, a mulher, no caso, no meio da crise, sublinhando o ponto da realizadora.
Kathryn Bigelow passa com sucesso a tensão e o funcionamento dos EUA num caso destes, mas entrega um fim dececionante e um filme demasiado repetitivo e mal equilibrado. Queremos sentir que a vida pessoal está presente, mas não que é mais importante do que uma crise que pode acabar com o mundo.